Tool promete voltar ao estúdio muito em breve
A espera, pelo visto, está acabando. Há seis anos sem lançar músicas inéditas, o Tool vai se reunir em breve em estúdio. O baixista da banda de Maynard James Keenan, cuja biografia União Perfeita de Elementos Contrários foi lançada no Brasil aqui pela DarkSide Books, e Justin Chancellor vêm liderando os esforços para fazer isto acontecer.
Em maio de 2024, Chancellor alimentou esperanças dos fãs, revelando que a banda tinha HDs cheios de ideias para músicas e que as sessões de composição para novo material já haviam começado. Nos últimos anos, o músico também foi vocal sobre ele e seus companheiros de banda não terem mais o luxo de descansar sobre os louros, considerando a idade.

No entanto, conforme 2024 avançava e vários integrantes da banda foram vistos em outras turnês ou dedicando-se a suas paixões fora do Tool, as esperanças de novo material foram indo pelo ralo.
Ainda mais com a banda prestes a embarcar em sua primeira turnê pela América Latina nos próximos meses. Logo depois, o vocalista, Maynard James Keenan seguirá em turnê com suas outras duas bandas, A Perfect Circle e Puscifer. Ou seja: a agenda dele está lotada.

Mas, em uma nova entrevista ao Summa Inferno, Chancellor revelou que os membros do Tool reservaram três meses de suas agendas para finalizar novas músicas. Isso, segundo ele, se dará logo após o fim da turnê sul-americana da banda.
“Quando voltarmos, vamos dedicar os próximos três meses no estúdio para organizar nossas ideias.”, disse ele, que revelou também que os integrantes da banda já estão trocando materiais e conversando sobre as novidades.
“Há muitas etapas no processo. E muito disso é apenas no dia a dia — todos temos ideias, e quando elas são boas, quando gostamos delas, nós as guardamos ou memorizamos. Mas o processo realmente difícil é quando você se reúne e toma decisões sobre como tudo vai ficar. E isso se torna um pouco mais matemático, um pouco mais como estar em uma sala de aula — há um quadro-negro e números, e você tem que tomar decisões.”, explicou Chancellor, justificando a demora.

“Então, essa é a etapa que ainda não concluímos completamente, mas estamos comprometidos a fazer isso quando voltarmos. Antes do verão [no hemisfério Norte], vamos passar esses meses organizando nossas ideias. Já sabemos o que gostamos. Todos compartilhamos nossas ideias individuais uns com os outros, e temos uma boa pilha de material. Você tem que tomar essas decisões e meio que lutar um pouco entre si para chegar à próxima etapa.”, completou.
“E então você tem que gravar, o que é uma coisa completamente diferente também. Quando você entra no estúdio, é quase como uma gravidez. Você tem que tomar a decisão final de como cada música vai soar e como vai tocá-la, e vai ficar assim para sempre. Então, é algo realmente delicado de se conseguir. E não acho nada irracional que levemos muito tempo para isso. Acho que é natural, e é por isso que tenho orgulho, porque é algo trabalhado com muito esforço.”
Quando foi questionado, se acredita que novas músicas da banda serão lançadas nos próximos dois anos, ele respondeu: “Sim, bem, outra coisa é que o clima de lançamento de músicas mudou completamente, especialmente quando você leva muito tempo para fazer novas músicas. Sempre é um pouco diferente quando sai. Então, conversamos sobre lançar um single, apenas uma música. Também poderíamos lançar um EP. E acho que, como temos uma base de fãs tão dedicada, todos vão aceitar bem”. disse ele.

Um álbum completo, portanto, ainda não é uma certeza. Não do jeito tradicional a que os fãs estão acostumados. “Todos vão se interessar, não importa a forma como for lançado. Então, talvez não precisemos necessariamente lutar para fazer um álbum completo. Conversamos sobre a opção de fazer isso de um jeito diferente, lançando uma música de cada vez. Ou você poderia lançar um single, depois outro, mais outro, e depois de um ano lançando singles, poderia juntá-los todos em um álbum.” Para ele, esta experimentação tem sido importante.
“Não estou respondendo totalmente à sua pergunta, mas não há regras quando você está fazendo música. Estamos meio que inventando. Mas posso dizer que absolutamente temos que compor novas músicas para continuar fazendo o que fazemos. Não ficaríamos felizes em descansar sobre os louros e tocar as mesmas músicas repetidamente. Queremos realmente criar novas músicas para continuar fazendo o que amamos. Então, está vindo. Confie em mim.”

Quando perguntado se ele e seus companheiros de banda sentem pressão externa ao compor novas músicas, ele respondeu: “Hmm, não. É mais uma pressão sobre nós mesmos para ter orgulho do que permitimos que vá para o mundo. E parte disso é trabalhar duro e criar algo do qual você se orgulha, não ser leviano sobre isso, realmente levar a sério como uma forma de arte. Então, a pressão está mais sobre nós mesmos, eu diria. E quanto aos outros, você não pode agradar a todos. Então, sempre haverá pessoas que não gostam e pessoas que gostam. Há músicas que eu não gosto, mas que o Adam [Jones, guitarrista do Tool] gosta. E às vezes isso muda com o tempo. Há músicas que eu não gosto de tocar, mas, de repente ou com o tempo, começo a gostar e vejo a beleza nelas. É arte. Cada um com seu gosto. E se você tentar agradar a todos, não vai funcionar. Então, você realmente tem que ser fiel a si mesmo.”
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