Cinelet | Indiana Jones e a Relíquia do Destino: confira o que você pode esperar do mais novo filme da saga

Indiana Jones e a Relíquia do Destino será lançado em todos os cinemas do Brasil no dia 29 de junho

[Contém spoiler]

O quinto filme de Indiana Jones lançado pela Disney, chamado Indiana Jones e a Relíquia do Destino chega nos cinemas no dia 29 e promete muita aventura, emoção e humor em, com certeza, um dos melhores filmes da saga. E é claro que o site Lê Ferrarez já assistiu e vai te contar tudo a respeito.  

Se você quer viver a experiência do filme por completo, leia essa resenha depois de assistir porque ela contém alguns spoilers. Você está avisado! 

O filme começa logo após o fim da Segunda Guerra Mundial onde Indiana aparece dentro de um acampamento nazista tentando roubar um artefato valioso, a suposta adaga que feriu Jesus Cristo durante a crucificação. Nesse momento, vemos um Jones novo, todo feito em CGI para trazer o personagem dos primeiros filmes. No meio dessa aventura, o protagonista descobre que a adaga é falsa, mas ele encontrara um outro artefato que pode conter grandes poderes. Mágicos? Não, matemáticos. Acreditam que Arquimedes descobre através da matemática uma forma de viajar pelo tempo e acaba criando esse artefato. Porém ele percebe que isso pode ser muito perigoso e acaba o dividindo em dois e o que está com os nazistas é apenas uma metade do artefato.  

Com ele se encontra outro arqueólogo Basil Shaw (Toby Jones) que acaba ouvindo sobre a relíquia e convence Indiana de levá-la.

Opinião da redação

Indiana consegue roubar a peça e a leva para os Estados Unidos. É quando encontramos nosso protagonista, mais de 20 anos depois e com uma rotina bem diferente da de arqueólogo. Nesse contexto, o Senhor Jones está pronto para se aposentar como professor de uma universidade e vemos uma pessoa cansada, desanimada, sozinha e ainda sofrendo pelo luto da perda do filho que acabou desencadeando em seu divórcio. 

Tem uma cena bem engraçada em que Indiana vai reclamar com os vizinhos do barulho e eles o tratam como um idoso reclamão, sem considerar, até mesmo por não saber, todo o valor e importância que aquele vizinho tem para a história mundial.

Logo após sua festa de aposentadoria, Indiana encontra Helena Shaw, sua afilhada e filha de Basil que está atrás da relíquia que foi roubada por Indiana e seu pai dos nazistas no começo do filme. A história que ela sabia é que ele tinha jogado aquela metade em um rio para ninguém achar, mas Jones acaba confessando para ela que a peça está com ele e entrega para Helena. É quando a confusão começa porque vemos que outras pessoas estão atrás de Helena e da metade do artefato. 

É possível ver que muita coisa mudou no filme para se adequar a um Indiana mais velho, mas outras tradições se mantiveram sendo o que traz a nostalgia e dá as características marcantes da história.  

Quando se fala em Lucas Films, muita coisa vem à cabeça relacionada a Star Wars e Indiana Jones, mas eu sei que tem uma que todo mundo pensa ao mesmo tempo, a trilha sonora. Criada por John Williams, essas trilhas são uma marca registrada nos filmes e nesse último de Indiana Jones não poderia ser diferente. Além da canção clássica que já vem à mente de qualquer fã de cinema, todo o filme foi marcado por uma sonoridade característica que dava a emoção e aventura certa para as cenas.  

E por falar em aventuras, se tem algo que os filmes de Indiana Jones não decepcionam são as cenas de aventura. Quem não se lembra da bola gigante que corre atrás do nosso protagonista em Os Caçadores da Arca Perdida? Pois esse longa não fica para trás tendo cenas em cima de um trem, perseguição por diferentes cidades do mundo, lutas em um barco, entre outros. Um prato cheio para os fãs desse estilo. 

O que me incomodou um pouco, eu nunca havia percebido nos filmes anteriores, mas vou prestar mais atenção é que as coisas acabam acontecendo com Indiana como se alguma sorte o dominasse. Momentos em que ele não precisou pensar muito para sair de uma situação porque alguma atividade externa interferia e o ajudava a escapar. Fiquei pensando como seria se aqueles eventos não acontecessem e ele precisasse se virar sozinho. Tem até uma cena que quem fica responsável de usar a cabeça e criar um plano mirabolante para sair de uma enrascada fica por conta de Helena (Phoebe Waller-Bridge) e esse momento no filme é tão impecável que, com certeza, é o meu favorito.  

E vamos falar na personagem de Helena. Indiana Jones sempre teve grandes parceiros em suas aventuras e a Helena acabou se tornando uma das minhas favoritas. Tem o fato de eu ser extremamente fã da Phoebe, mas o filme só comprovou como ela é incrível e entrega tudo em suas atuações. Helena é uma personagem forte, determinada, ambiciosa, inteligente, carismática e muito engraçada. Foi divertido ver Phoebe fazendo cenas de ação e já dá uma ansiedade a mais para o que ela irá entregar em seu próximo projeto, a série de Tomb Raider. Ela acaba tendo um coprotagonismo, sendo essencial para a história e responsável por trazer Indiana de volta as suas aventuras. 

Uma coisa que também é bem relevante e dá mais realidade para a história é a idade de Indiana, que mesmo tendo o físico para lutar, fugir, escalar, etc, o personagem reclama muitas vezes de dores e, em certos momentos, ele acaba não conseguindo fazer algumas ações. Fica por conta de seus parceiros ajudá-lo.  

Outro personagem que vale muito a pena falar também é Teddy (Ethann Isidore), um jovem que trabalha junto com Helena e divide as ambições da personagem. O carisma, a comédia e esperteza de Teddy se destacam no filme e ele também tem sua carga de responsabilidade para a história.  

Mas nem só de mocinhos vivem o filme e temos nesse o maior tipo de vilão que assombra a vida de Indiana, os nazistas. Sim, o filme já se passa em 1969, porém eles não param de tentar criar planos mirabolantes que precisam ser interrompidos por Jones. Quem é a cabeça de toda essa ação de tentar fazer o nazismo dar certo é Jürgen Voller (Mads Mikkelsen), um físico que teve grande importância durante a Segunda Guerra Mundial e estava em busca de uma forma de voltar ao tempo para concertar os erros de Hitler e ganhar a guerra.  

Para isso, ele precisar do artefato criado por Arquimedes que promete encontrar fissuras do tempo e, assim, viajar por eles. Nesse contexto atual da história, o antagonista se torna um cientista da Nasa que ajudou na criação dos foguetes que foram para lua.  

Alguns momentos do filme nos levaram a pensar que aquele poderia ser o último da saga e que presenciaríamos o fim de Indiana Jones, como quando eles conseguem voltar ao tempo e conhecem Arquimedes. Indiana está disposto a ficar ali e não voltar para o seu tempo, já que ele não tem mais a esposa e o filho, então ele se encontra sozinho e sem propósito. Eu cheguei a achar que fazia sentido para o personagem e seria um bom fim para ele, mas temos uma reviravolta quando Helena decide levá-lo de volta a força e o que vemos foi algo realmente inesperado.  

Indiana se encontra em seu tempo presente com uma nova família formada por Helena e Teddy, além da volta de sua esposa que está disposta a dar uma nova chance para os dois.  

É um fim que mostra o poder da amizade e que uma família pode ser formada por pessoas que você escolhe estar junto e que te amam pela forma que você, mesmo com seus defeitos.  

O novo filme de Indiana Jones corrige alguns erros do passado e traz uma nova história com personagens marcantes, mas sempre mantendo a nostalgia dos clássicos. 

É por isso que Indiana Jones e a Relíquia do Destinos merece cinco baldes de pipoca.  

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Foto de capa: divulgação/Disney+